
Imposto de Renda 2026: o que muda para os professores do magistério público de Pernambuco
As mudanças anunciadas pelo Governo Federal nas regras do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), com vigência prevista a partir de 2026, têm gerado dúvidas e expectativas entre os professores e professoras da rede pública. Parte das informações divulgadas nas redes sociais, porém, tem causado confusão e interpretações equivocadas.
Diante disso, o SINDUPROM-PE apresenta esta nota explicativa em formato de matéria, com o objetivo de orientar a categoria de forma clara, responsável e baseada nas informações oficiais.
O que muda na regra do Imposto de Renda a partir de 2026?
A principal alteração anunciada é a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, que passará a alcançar quem recebe até R$ 5.000,00 mensais.
Na prática, isso significa que trabalhadores e trabalhadoras com rendimentos mensais dentro desse limite não terão mais desconto de Imposto de Renda na folha, o que representa um alívio financeiro importante para parte da categoria.
Antes da nova regra, muitos professores que recebiam salários próximos a esse valor continuavam pagando IR, mesmo com a renda já comprometida por outros descontos obrigatórios.
Quem fica isento do Imposto de Renda?
Com a mudança prevista para 2026:
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Professores(as) que recebem até R$ 5.000,00 por mês passam a ser isentos do Imposto de Renda;
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Um(a) professor(a) que recebe, por exemplo, R$ 4.800,00, deixará de sofrer desconto de IR;
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Esse alívio pode representar uma economia ao longo do ano, variando conforme a situação individual de cada contribuinte.
É importante destacar que essa isenção se refere exclusivamente ao Imposto de Renda, não eliminando outros descontos legais.
Quem continuará pagando Imposto de Renda?
Professores(as) que recebem acima de R$ 5.000,00 mensais continuarão pagando Imposto de Renda, respeitando a lógica da tabela progressiva.
Isso significa que:
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O imposto não incide sobre todo o salário;
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Ele é calculado apenas sobre a parcela que ultrapassa a faixa de isenção;
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Dependendo do valor do salário bruto, o ganho real pode ser pequeno ou limitado.
Além disso, continuam existindo descontos obrigatórios, como:
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contribuição previdenciária (INSS ou RPPS);
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outras retenções legais previstas em lei.
Por isso, é fundamental esclarecer: a ampliação da isenção não elimina os descontos para todos os salários.
A mudança representa valorização salarial?
Não.
A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda não é política de valorização salarial.
Trata-se de uma medida tributária que reduz a cobrança de imposto sobre rendimentos mais baixos, mas que não altera o piso salarial, não corrige carreiras e não recompõe perdas históricas sofridas pelos profissionais da educação.
Valorização salarial envolve:
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piso do magistério aplicado corretamente;
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planos de cargos, carreiras e remuneração respeitados;
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reajustes reais;
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cumprimento das decisões judiciais.
São pautas distintas, que não devem ser confundidas.
A posição do SINDUPROM-PE
O SINDUPROM-PE reafirma seu compromisso com a informação responsável e com a defesa permanente dos direitos da categoria.
O sindicato defende:
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uma reforma tributária justa, que alivie quem vive do trabalho;
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menor tributação sobre salários e aposentadorias;
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maior tributação sobre grandes rendas, lucros e patrimônio;
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a valorização efetiva do magistério por meio de piso digno e carreira estruturada.
Seguiremos atentos às mudanças legislativas, orientando professores(as) ativos(as), aposentados(as) e pensionistas com transparência, responsabilidade e base legal, para que ninguém seja induzido a erro ou a falsas expectativas.
Informação clara também é um direito do professor.
Sindicato é pra lutar.
